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Polícia Civil deflagra 6ª fase da Operação Gotham City para cumprir mandados contra integrantes de facção em Palmas

Operação cumpre novos mandados contra lideranças conhecidas como “Luxúria” e “Galo Cego”, apontadas como responsáveis por ordenar execuções

09/03/2026 às 10h19
Por: Redação
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Atirador foi preso na região sul de Palmas. Foto: Divulgação PCTO
Atirador foi preso na região sul de Palmas. Foto: Divulgação PCTO

A Polícia Civil do Tocantins, por intermédio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, deflagrou nesta segunda-feira, 9, a 6ª fase da Operação Gotham City, com o objetivo de cumprir mandados de prisão contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho envolvidos em homicídios registrados na capital durante o primeiro semestre de 2023.

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Nesta etapa da operação, são cumpridos quatro mandados de prisão contra investigados apontados como executores e lideranças da organização criminosa. Entre os alvos estão integrantes da cúpula da facção no Tocantins, conhecidos pelos apelidos “Luxúria” (ou LX) e “Galo Cego”, este último preso no início do mês de fevereiro deste ano no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro.

Elucidação de duplo homicídio

A sexta fase da operação apresenta o resultado final das investigações sobre o duplo homicídio de Pedro Duarte e Silva e Kauã Vinícius Lobo Rodrigues, ocorrido no dia 4 de maio de 2023, no setor Aureny II, em Palmas.

De acordo com as investigações, por volta das 18h, os dois jovens trafegavam pela Rua Castelo Branco quando foram surpreendidos por uma emboscada realizada por dois integrantes do Comando Vermelho, que estavam em uma motocicleta vermelha. Um dos atiradores foi alvo de mandado de prisão nesta fase da operação.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que estudantes que estavam nas proximidades do local correm em desespero após ouvirem os disparos efetuados contra as vítimas. As gravações também mostram a fuga dos autores logo após o crime. 

Conforme já detalhado pelo delegado responsável pelo caso, Eduardo Menezes, em fases anteriores da operação, o ataque foi ordenado por integrantes da cúpula do Comando Vermelho, formada por Luxúria (LX), Beira Lago, Dad Charada e Galo Cego.

As apurações apontam que o verdadeiro alvo era Kauã Vinícius, que os investigados acreditavam ter relação com facção criminosa rival. Pedro Duarte acabou baleado e morto apenas por estar presente no local e na hora em que a emboscada ocorreu.

O conflito estava relacionado à uma disputa territorial entre as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), que resultou em mais de 100 homicídios registrados em Palmas durante o primeiro semestre de 2023.

Investigação e análise de dados

Após o fim do período mais intenso do confronto entre as facções, em 2023, equipes da Divisão de Homicídios continuaram trabalhando na análise de milhares de dados e materiais coletados durante as investigações.

Durante esse processo, os policiais civis tiveram acesso a grupos de WhatsApp utilizados pelos membros da organização criminosa para planejar e coordenar os ataques ocorridos na capital.

Nessas plataformas digitais, as lideranças recrutavam integrantes para atuar como executores e organizavam toda a logística para a realização dos crimes.

As investigações também revelaram que, logo após o assassinato de Kauã, integrantes da facção passaram a comemorar o crime dentro desses grupos de mensagens.

Em uma das conversas analisadas pela polícia, os investigados Luxúria e Galo Cego discutem a utilização da motocicleta vermelha usada no atentado. Em determinado momento, Galo Cego sugere que o veículo deixe de ser utilizado temporariamente em novos ataques, pois já estaria “pixado”, termo utilizado pelo grupo para indicar que o veículo estaria visado pelas forças de segurança.

Áudios da cúpula da facção

Nesta fase da Operação Gotham City, a Polícia Civil também divulgou novos áudios de reuniões da cúpula do Comando Vermelho, nas quais as lideranças discutiam estratégias e decisões relacionadas à guerra contra o PCC.

Nos diálogos interceptados, os investigados tratam de assuntos como:

  • aquisição de fuzis;
  • compra de drogas na fronteira com Paraguai e Bolívia;
  • articulação com integrantes da facção no Morro da Rocinha, no Rio de Janeiro;
  • execuções relacionadas a dívidas com o tráfico de drogas.
  • Rivalidades entre Dad Charada, que havia mudando de facção criminosa, e integrantes da antiga organização.

Cumprimento de mandados

Durante a operação desta segunda-feira, os mandados foram cumpridos contra lideranças que já se encontram custodiadas nos sistemas penitenciários do Tocantins e do Rio de Janeiro, no caso da liderança presa recentemente no Morro do Vidigal.

Além disso, policiais civis capturaram no setor Jardim Aureny III um dos executores do duplo homicídio, identificado como um dos ocupantes da motocicleta utilizada no crime.

Informações: Dicom SSP/TO

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