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Curta tocantinense “Insolação”, viabilizado pela Lei Paulo Gustavo, conquista prêmios internacionais

O thriller psicológico foi ambientado no cerrado e teve gravações em Monte do Carmo, Taquaruçu e Buritirana.

19/03/2026 às 09h33
Por: Redação
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Além da circulação em festivais, o projeto prevê contrapartidas culturais e educativas a serem desenvolvidas em comunidades da região de Buritirana - Foto: Produção Spatium
Além da circulação em festivais, o projeto prevê contrapartidas culturais e educativas a serem desenvolvidas em comunidades da região de Buritirana - Foto: Produção Spatium

O curta-metragem “Insolação”, dirigido pelo cineasta tocantinense Nival Correia, vem consolidando espaço no circuito de festivais nacionais e internacionais de cinema. Realizado por meio da Lei Paulo Gustavo, via Edital nº 23/2023 – Audiovisual do Estado do Tocantins, e complementação do Edital nº 014/2023, da Fundação Cultural de Palmas (Audiovisual Municipal), a obra já acumula premiações, indicações e seleções importantes.

Produzido pela Spatium Produções, o filme foi gravado na zona rural de Monte do Carmo, além dos distritos de Taquaruçu e Buritirana, entre o final de agosto e o início de setembro de 2025. A produção reuniu equipe técnica e elenco em paisagens marcadas pela força do cerrado e pela intensidade da luz natural, elementos fundamentais para a atmosfera estética do filme.

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Segundo o diretor, o impacto dos investimentos públicos no fortalecimento do audiovisual tocantinense resulta diretamente na ampliação da produção e da atuação profissional no setor. “Os recursos do edital Paulo Gustavo foram responsáveis por alavancar a produção audiovisual no Tocantins, fortalecendo a cadeia produtiva e possibilitando a realização de obras que hoje ganham destaque em festivais nacionais e internacionais”, afirmou.

Premiações internacionais

Desde o início de sua circulação em festivais, “Insolação” vem acumulando reconhecimentos importantes, sendo eles:

Menção Honrosa — Hollywood Short Fest (Califórnia – EUA)
Melhor Diretor em Filme Narrativo Latino — All That Moves International Film Festival (São Paulo – Brasil)
Melhor Narrativa Latina — All That Moves International Film Festival (São Paulo – Brasil)
Melhor Desenho de Som — Brazil New Visions International Festival (São Paulo – Brasil)
Melhor Curta de Suspense — Crown Point International Film Festival (Chicago – EUA)

O filme também recebeu indicações em categorias técnicas importantes: Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia (Brazil New Visions International Festival – São Paulo).

Além das premiações, o curta também integra mostras importantes do audiovisual regional, como a Associação dos Críticos de Cinema do Tocantins e Murundu – Mostra de Cinema e Audiovisual Tocantinense.

O projeto ainda prevê contrapartidas culturais e educativas. Estão programadas oficinas de audiovisual e sessões gratuitas em comunidades da região de Buritirana, incluindo atividades na Escola de Tempo Integral Luiz Nunes. A proposta busca democratizar o acesso ao cinema e estimular debates sobre memória, saúde mental e justiça social, aproximando a produção audiovisual da comunidade local.

Um thriller psicológico ambientado no cerrado

“Insolação” mergulha na história de Danilo, um homem solitário atormentado por memórias e visões que transitam entre realidade e delírio. Isolado na zona rural, o personagem revive traumas do passado e acredita que o assassinato de seus pais está ligado a conflitos agrários.

Para o diretor Nival Correia, o filme busca provocar uma experiência sensorial e reflexiva.
“Insolação é sobre sentir o peso do passado e o impacto que os traumas podem ter na forma como enxergamos o mundo. Queremos que cada cena provoque reflexão e que o público se questione sobre os limites entre realidade e imaginação”, afirmou o diretor.

A narrativa se constrói como um thriller psicológico, combinando drama, suspense e poesia visual. Ao longo da trama, o espectador é convidado a refletir sobre os limites entre memória, imaginação e realidade. A escolha das locações na região de Monte do Carmo foi estratégica para a construção estética da obra, conhecida por suas paisagens áridas e pela luminosidade intensa, a região oferece o cenário ideal para a narrativa. No filme, o sol funciona como metáfora da mente em colapso, refletindo os estados emocionais do protagonista e reforçando a densidade simbólica da história.

Informações: Ascom Secult/Governo do Tocantins

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