
A Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão (IBC), gerida pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), promoveu, na quarta-feira, 8, rodas de conversa sobre Manejo Integrado do Fogo (MIF) na vila do Projeto de Assentamento (PA) Manchete e na região do Jacó e Pequizeiro, em Marianópolis. A atividade, realizada em parceria com o Parque Estadual do Cantão (PEC) e com o Projeto Restaura, integra a fase de planejamento do MIF 2026 na área da UC.
A atividade tem como objetivo promover o planejamento participativo das ações do MIF junto à comunidade, visando à prevenção, controle e o uso adequado do fogo, de forma segura e sustentável.
Durante as reuniões, foram definidas áreas prioritárias para a execução das ações de MIF em 2026. Além disso, foi realizada a avaliação dos incêndios ocorridos em 2025, com base na análise de mapas de cicatrizes do fogo registrados nos meses de agosto, setembro e outubro. Essas informações contribuíram diretamente para a definição das áreas estratégicas de atuação do MIF no próximo ciclo.
Durante os encontros, também foram repassadas orientações sobre o uso consciente do fogo, os riscos das queimadas irregulares e a importância da atuação conjunta entre comunidade e instituições na prevenção de incêndios florestais.
O supervisor da APA Ilha do Bananal/Cantão, Fábio Dias, enfatizou a importância do Manejo Integrado do Fogo como ferramenta de proteção ambiental e social. “O MIF é fundamental para a prevenção de incêndios e a redução de impactos ambientais, contribuindo para a proteção do território, da biodiversidade e das comunidades que vivem e trabalham na região”, destacou.
Durante o encontro, foi reforçado a importância da continuidade do projeto de implantação de uma base da brigada na região. A presença de uma estrutura mais próxima fortalece a capacidade de prevenção, permitindo uma atuação mais rápida, eficiente e segura, especialmente nos períodos mais críticos.
O coordenador do Núcleo de Manejo Integrado do Fogo do Naturatins, Lyon Cardoso, destacou que o MIF é essencial para conciliar a proteção ambiental com as práticas tradicionais das comunidades. “A proposta dessas rodas de conversa é justamente construir esse planejamento de forma participativa, ouvindo quem vive no território e compreende a dinâmica local. O papel do Naturatins é orientar, prevenir e garantir que o uso do fogo seja feito com responsabilidade, reduzindo riscos de incêndios e protegendo tanto o meio ambiente quanto as pessoas”, ressaltou.
Segundo o supervisor do Parque Estadual do Cantão, Cleber Cavalcante, o trabalho integrado entre as equipes e a comunidade ajuda a reduzir os impactos causados pelo fogo. “A construção conjunta desse planejamento contribui para ações mais seguras e eficazes, protegendo tanto o meio ambiente quanto as pessoas”, destacou.
As rodas de conversa possibilitam a aproximação do Naturatins com a comunidade, pois criam um espaço aberto de diálogo, escuta e troca de saberes. Além disso, favorece a participação ativa das pessoas, permitindo que os moradores expressem suas vivências, dúvidas e sugestões, fortalecendo a confiança entre a comunidade e o órgão público, além de valorizar o conhecimento local e tradicional.
Informações: Kleidiane Araújo/Governo do Tocantins