
Palmas fechou o primeiro quadrimestre de 2026 na liderança do ranking de crescimento da arrecadação de ISS entre as 26 capitais brasileiras, com alta de 25,1%, a maior do País. No IPTU, a Capital ficou em 4º lugar no mesmo ranking, com crescimento de 10,1%. O comparativo foi elaborado a partir dos dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (Rreo) que os municípios enviam ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), do Tesouro Nacional.
Os números de Palmas constam no Relatório de Avaliação do Cumprimento da Meta Fiscal do 1º quadrimestre de 2026, elaborado pelas secretarias municipais da Fazenda e Transformação Digital e de Planejamento. Segundo o documento, a arrecadação de ISS saltou de R$ 97,2 milhões para R$ 121,7 milhões, e a de IPTU passou de R$ 56,1 milhões para R$ 61,7 milhões, ambos na comparação com o mesmo período de 2025. O crescimento do ISS foi mais que o dobro da média registrada entre as 26 capitais brasileiras no período, de 11,62%, enquanto o avanço do IPTU também superou com folga a média nacional das capitais, de 6,90%. Um desempenho considerado raro entre os municípios do País.
O resultado não veio do aumento de impostos. A carga tributária do contribuinte palmense segue a mesma: o crescimento reflete a ampliação da base de contribuintes, a modernização da nota fiscal eletrônica e o recadastramento imobiliário promovido pelo GEOPalmas, projeto de levantamento aerofotogramétrico que incorporou ao cadastro municipal mais de 2,29 milhões de metros quadrados de área edificada que não estavam sendo tributados. Pelo contrário, a Prefeitura tem ampliado incentivos fiscais: em junho, instituiu o Programa Palmas para o Agro (Lei nº 3.449/2026), que reduziu de 5% para 2% a alíquota de ISS para empresas do setor agroindustrial instaladas na Capital. O avanço da arrecadação caminha junto com a desoneração para setores estratégicos, não com aumento de tributos.
O prefeito Eduardo Siqueira Campos, destaca que o resultado confirma que uma gestão responsável das finanças públicas gera benefícios diretos à população. “Estarmos na liderança nacional em crescimento de ISS entre as capitais, e entre as quatro primeiras em IPTU, demonstra que Palmas está no caminho certo. Esse desempenho reflete uma economia mais dinâmica, uma gestão fiscal eficiente e, sobretudo, a confiança da população e dos empreendedores na nossa cidade”, avaliou o chefe do Executivo Municipal.
Eduardo Siqueira Campos defende que quanto maior a capacidade de arrecadação própria, maior também é a possibilidade de investimento do Município. “Quando a gente amplia a capacidade de arrecadação, amplia também a devolução desses recursos em obras, infraestrutura, saúde, educação e serviços que melhoram a qualidade de vida dos palmenses”, concluiu ele.
O secretário municipal da Fazenda e Transformação Digital, Fabiano Souza, destaca que o resultado também reforça a sustentabilidade fiscal do município e demonstra que a tecnologia é a ferramenta mais eficaz para escalar a eficiência e a produtividade no serviço público.
Os indicadores são calculados a partir da comparação entre a arrecadação registrada no primeiro quadrimestre de 2026 e o mesmo período de 2025, considerando as informações oficiais encaminhadas pelos municípios à Secretaria do Tesouro Nacional.
Informações: Secom