
Investigações realizadas pela Polícia Civil do Tocantins (PCTO), por meio da 34ª Delegacia de Polícia de Filadélfia, contribuíram para a elucidação do latrocínio que vitimou o auditor fiscal Lindomar Modesto de Souza, em 2023, no município de Aparecida de Goiânia (GO).
Na última quinta-feira, 13, uma mulher de 28 anos apontada como uma das autoras do crime foi condenada a 17 anos e seis meses de prisão. Ela já se encontrava presa e permanecerá à disposição da Justiça.
A participação da Polícia Civil do Tocantins no caso teve início em 11 de julho de 2023, quando uma equipe da 34ª DP localizou, em Carolina (MA), um Jeep Renegade pertencente à vítima. O veículo estava abandonado em uma via da cidade, localizada na divisa com Filadélfia.
A partir da localização do automóvel, os policiais civis realizaram diligências e obtiveram imagens do sistema de monitoramento da travessia por balsas entre Filadélfia e Carolina. Os registros mostravam três pessoas, uma mulher e dois homens, utilizando o veículo.
Durante o levantamento das informações, a equipe identificou o proprietário do automóvel como Lindomar Modesto de Souza, que estava desaparecido desde 5 de julho de 2023, em Aparecida de Goiânia. O desaparecimento havia sido comunicado à Polícia Civil de Goiás por familiares da vítima no dia seguinte.
Diante dos elementos reunidos, a 34ª DP compartilhou as informações com a Polícia Civil de Goiás, inclusive os indícios de que Lindomar poderia ter sido morto em sua própria residência.
Com o avanço das diligências, policiais civis goianos localizaram o corpo do auditor fiscal enterrado e concretado no quintal da residência da própria vítima, a aproximadamente 1,5 metro de profundidade.
Paralelamente, a equipe da 34ª DP deu continuidade aos levantamentos para identificar o paradeiro das pessoas que haviam sido vistas com o veículo. As informações obtidas contribuíram para a localização da mulher posteriormente condenada, que foi presa em São Luís (MA).
As investigações realizadas no Tocantins foram compartilhadas com a Polícia Civil de Goiás e auxiliaram na identificação dos envolvidos e na responsabilização criminal pelo latrocínio. Um dos investigados pelo crime permanece foragido.
A família de Lindomar Modesto de Souza agradeceu o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil do Tocantins e destacou a importância das diligências realizadas pela equipe de Filadélfia para a localização do corpo e a identificação dos envolvidos.
A Polícia Civil do Tocantins reforça que a integração e o compartilhamento de informações entre as forças de segurança de diferentes estados são fundamentais para a elucidação de crimes que ultrapassam as divisas estaduais e para a responsabilização de seus autores.
Informações: Rogério de Oliveira/Governo do Tocantins