
Palmas segue sob alerta para os efeitos da baixa umidade do ar. O Boletim Informativo Semanal do Vigidesastres, da Secretaria Municipal da Saúde de Palmas (Semus), aponta que a Semana Epidemiológica 33 (de 16 a 22 de agosto de 2026) manteve as condições típicas do período de estiagem na Capital, com umidade relativa mínima variando entre 18% e 29% ao longo dos sete dias. Os menores índices, de 18%, foram registrados na sexta-feira, 21, e no sábado, 22. O levantamento da Semus evidencia um aumento nos atendimentos por doenças respiratórias.
De acordo com o boletim, o cenário de tempo seco continua exigindo vigilância dos serviços de saúde e atuação integrada com órgãos parceiros, como Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Entretanto, o município permanece entre os níveis zero, de Normalidade, e 1, de Mobilização do Plano de Contingência, sem necessidade de ativação dos estágios de Alerta ou Emergência.
Na Semana Epidemiológica 33, os atendimentos por doenças respiratórias somaram 213 casos, uma pequena redução frente aos 221 registrados na semana anterior. Ainda assim, os números seguem elevados: a asma continua isolada na liderança, com 94 atendimentos, seguida por alergia ou reação alérgica não especificada (37 casos) e outras rinites alérgicas sazonais (27). O boletim registrou ainda 16 casos de asma não especificada, 10 de bronquiolite aguda, sete de dificuldade respiratória ou dispneia, seis de bronquite aguda, cinco de insuficiência respiratória aguda, além de registros pontuais de síncope devida ao calor e outras condições associadas às vias aéreas.
O quadro ocorre em um contexto de estiagem, marcado por temperaturas elevadas, redução da umidade relativa do ar, maior ressecamento das vias respiratórias e presença de poeira e fumaça no ambiente, fatores que, segundo o Ministério da Saúde, favorecem a irritação e a inflamação das vias aéreas e contribuem para a exacerbação de doenças como asma, rinite e bronquite.
O boletim também acompanha outros agravos associados ao período de seca. As notificações de arboviroses permaneceram estáveis, em 199 registros, enquanto os acidentes por animais peçonhentos tiveram leve alta, de nove para 11 casos. Já os indicadores climáticos mostraram temperatura média praticamente estável, de 29,9°C para 29,8°C, e umidade relativa média em elevação, de 37,3% para 42,0% em relação à semana anterior.
Diante do cenário, a Semus reforça as orientações à população: aumentar a ingestão de água ao longo do dia; evitar exposição prolongada ao sol e atividades físicas ao ar livre entre 10 e 16 horas; manter os ambientes ventilados e, quando possível, usar métodos seguros para aumentar a umidade interna; evitar queimadas e a queima de resíduos sólidos; manter portas e janelas fechadas em dias de forte concentração de fumaça; redobrar os cuidados com crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares; e procurar atendimento em unidade de saúde diante de dificuldade respiratória, dor no peito, tontura, sinais de desidratação ou exaustão térmica.
O monitoramento segue sendo feito diariamente pela Diretoria de Vigilância Ambiental, por meio do Programa Vigidesastres, que acompanha indicadores climáticos, ambientais e epidemiológicos para subsidiar a emissão de alertas e orientações à população durante todo o período de estiagem.