
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), por meio da equipe do Parque Estadual do Jalapão (PEJ), deu início, na quinta-feira, 9, às ações estratégicas do Manejo Integrado do Fogo (MIF) em Mateiros. Os brigadistas realizaram queimas prescritas nas proximidades da sede administrativa do Parque.
Após a conclusão das reuniões de planejamento participativo com as comunidades da Unidade de Conservação (UC), foi dado início ao segundo ciclo do MIF, no qual o calendário de medidas preventivas construído com as comunidades é colocado em prática. Além das queimas prescritas, os brigadistas do Naturatins auxiliam as comunidades na construção de aceiros.
A supervisora do PEJ, Rejane Ferreira, explica que tanto as queimas prescritas quanto os aceiros são essenciais para a prevenção de incêndios. “O objetivo principal é reduzir a carga de material combustível, que aumenta naturalmente durante o período de estiagem. As queimas são planejadas conforme o histórico de incêndios, e os aceiros são construídos ao lado dos moradores para que possamos, juntos, atender às necessidades das comunidades e às zonas com risco de sofrer danos ambientais”, afirmou.
Segundo Rejane, já tiveram início as reuniões de planejamento com as comunidades da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jalapão. A primeira ocorreu no Assentamento Brejo Grande, na quarta-feira, 8, e a próxima será realizada neste sábado, 11, na Comunidade Galheiros, ambos em Mateiros.
Esses encontros são fundamentais para o planejamento integrado entre a UC e as ações comunitárias, abrangendo o uso do fogo, a elaboração de calendários produtivos e de queima. Assim como nas reuniões no PEJ, essa prática assegura os modos de vida das populações tradicionais, que utilizam o fogo como ferramenta de gestão territorial, além de cumprir o papel do Naturatins na proteção ambiental por meio da redução dos incêndios florestais e da preservação da biodiversidade.
O Manejo Integrado do Fogo (MIF) constitui uma das prioridades da gestão participativa no Parque Estadual do Jalapão. O MIF, implementado em 2014, tem propiciado a diminuição dos incêndios florestais, a preservação da biodiversidade e o fortalecimento comunitário. Essa prática assegura os modos de vida das populações tradicionais, que utilizam o fogo como instrumento para a gestão do território.
Informações: Vinicius Venâncio/Governo do Tocantins