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Polícia Civil prende quatro investigados por estelionato virtual e lavagem de dinheiro em Araguatins 

Investigação aponta movimentação superior a R$ 4 milhões oriundos de golpes aplicados pela internet.

15/07/2026 às 10h04
Por: Redação
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Operação Falsum Imperium resultou na prisão de quatro investigados por estelionato virtual e lavagem de dinheiro em Araguatins. Foto: Divulgação PCTO
Operação Falsum Imperium resultou na prisão de quatro investigados por estelionato virtual e lavagem de dinheiro em Araguatins. Foto: Divulgação PCTO

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 10ª Delegacia de Polícia de Araguatins, deflagrou nesta terça-feira, 14, a Operação Falsum Imperium, que resultou na prisão de quatro investigados por estelionato virtual e lavagem de dinheiro. As prisões foram cumpridas em desfavor de R.F.S.N., de 20 anos; D.F.S., de 27 anos; T.I.D.S., de 28 anos; e E.G.S., de 67 anos. Durante a operação, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de um carro e de uma motocicleta.

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A investigação teve início após denúncias anônimas sobre um dos investigados, identificado pelas iniciais D.F.S., que apresentava padrão de vida incompatível com a renda declarada. Com autorização judicial para quebra dos sigilos telemático e bancário, a Polícia Civil identificou indícios de um esquema de fraudes praticado desde 2020, com movimentação superior a R$ 4 milhões oriundos de golpes aplicados pela internet.

As investigações indicaram ainda que parte dos suspeitos aplicava golpes por meio da internet utilizando perfis falsos em redes sociais para anunciar passagens aéreas, animais de alto valor e produtos de grandes varejistas. Após receber os valores das vítimas, o grupo distribuía os recursos entre diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.

Os investigados também utilizavam técnicas de ocultação de recursos, como a mistura de valores lícitos e ilícitos e a pulverização de depósitos e transferências entre diferentes contas bancárias. No período analisado, cerca de R$ 2 milhões ingressaram nas contas investigadas sem comprovação de origem. 

Após os procedimentos legais, os investigados foram encaminhados à Unidade Prisional de Araguatins, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.

Falsum Imperium

O nome da operação, Falsum Imperium, faz referência a um estabelecimento comercial utilizado por um dos investigados para conferir aparência de legalidade ao patrimônio adquirido. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira do grupo.

Informações: Hiago Muniz/Governo do Tocantins

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