Segunda, 31 de Agosto de 2026
22°C 42°C
Palmas, TO
Publicidade

Justiça encontra falhas em Unidade Básica de Saúde de Aparecida do Rio Negro

A UBS fiscalizada é apontada pelo órgão como o único serviço público de saúde existente no município.

31/08/2026 às 10h12
Por: Redação
Compartilhe:
Justiça encontra falhas em Unidade Básica de Saúde de Aparecida do Rio Negro

A Justiça determinou que a Prefeitura de Aparecida do Rio Negro apresente, em até 45 dias, um plano de ação para corrigir problemas estruturais e a falta de equipamentos e insumos na Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. A decisão atende a um recurso apresentado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO).

Continua após a publicidade

Segundo o MPTO, as irregularidades comprometem inclusive atendimentos de urgência e emergência. A UBS fiscalizada é apontada pelo órgão como o único serviço público de saúde existente no município.

A decisão do Tribunal de Justiça do Tocantins é de quarta-feira, 26, e estabelece multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento. A Ação Civil Pública foi proposta pelo promotor de Justiça João Edson de Souza, titular da Promotoria de Justiça de Novo Acordo.

Desfibrilador estava sem condições de uso

Entre os problemas encontrados durante fiscalizações está a inoperância do desfibrilador por falta de papel para registro. Também não havia materiais considerados essenciais para procedimentos de reanimação, como aspirador de secreções, cânulas traqueais e laringoscópio.

Conforme o MPTO, a falta desses itens pode inviabilizar o atendimento imediato de pacientes em situações como parada cardiorrespiratória e crises respiratórias graves.

A unidade também apresentava falta de equipamentos utilizados em exames de rotina, entre eles estetoscópios, esfigmomanômetros infantis, otoscópios, oftalmoscópios e balança antropométrica infantil.

Falta de acessibilidade e descarte inadequado

As fiscalizações identificaram ainda descarte inadequado de materiais perfurocortantes, como agulhas, seringas e lâminas de bisturi.

Outro problema apontado foi a ausência de alvará do Corpo de Bombeiros. Os sanitários da unidade também não apresentavam condições de acessibilidade para pessoas com deficiência.

A atuação do Ministério Público teve início após uma vistoria realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO), que identificou as deficiências na unidade.

Com a decisão judicial, o município deverá apresentar dentro do prazo estabelecido um planejamento para solucionar as irregularidades apontadas.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários